TECNOBREGA: Do bordel às aparelhagens




A análise deste trabalho aborda como e em que dimensão uma cultura de massa e popular, excluída da grande mídia, interage para conquistar e manter o seu espaço, assim como a música popular do estado do Pará, especificamente o estilo brega, como manifestação lúdica e interativa na sociabilidade da cultura popular paraense, além de sua importante relação e proximidade com a musicalidade caribenha. Visto que o bolero, o merengue e o estilo brega, interagem com o panorama da indústria cultural brasileira e a musicalidade local, especificamente o carimbó. O estilo brega é compreendido como uma manifestação popular que traz em si suas heranças históricas, hoje denominada de brega calypso. Analisa a sociabilidade festiva, a cultura e o próprio lazer na região amazônica, na medida em que integra as populações do interior e das grandes cidades. Finalmente, observa-se a cadeia produtiva da manifestação musical, lazer e entretenimento em torno do tecnobrega que, em Belém, assume uma posição de destaque, firmando-se como um meio de fonte de renda e trabalho, por meio das apresentações ao vivo, das festas, das gravações de CD e DVD entre outros. O movimento tecnobrega introduziu um modelo de mercado fonográfico e cultural que não se restringe à questão econômica, mas também aos fatores sociais da cultura local. Verifica-se que os atores desse mercado vão desde artistas (compositor, cantores e cantoras, bailarinos, integrantes de bandas), DJs de aparelhagens e de estúdios (produtores e reprodutores musicais), vendedores ambulantes (camelô), festeiros e proprietários de casas de festas, apresentadores e diretores de programas de rádio e TV, entre outros.

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